Independente de onde surgiu, aqui em Belém, esse dia é muito comemorado e vários são os costumes:
A fogueira é o registro de que a festa decorre do paganismo, mas na cristandade representa o aviso que foi dado por Isabel - de que João Batista havia nascido - a Maria, mãe de Jesus. É lindo armar a fogueira e fazê-la queimar até o final servindo para que os foguetinhos sejam espocados e o milho seja assado. Mas não é só isso não, quando ela está no finzinho, as amigas aproveitam para passar de “comadre”.
Nas festas também são erguidos os mastros dos santos, dizem que devemos aproveitar o mastro e fazer um pedido a um dos santos – Santo Antônio, São João e São Pedro.
Também não há festa boa sem as brincadeiras juninas, essas são as que mais gosto. As simpatias servem para fazer moça casar, mas tem as adivinhações de sorte, o quebra pote, o pau de sebo, ...
Meu leitor, pensaste que eu não ia falar do mais gostoso: a comilança? É mingau de milho, é canjica, é pamonha, é vatapá, é tacacá, é pé de moleque, é paçoca, ...
Ah, não posso deixar de falar da quadrilha junina! Não há festa boa que não tenha uma quadrilha nem que seja inventada na hora.
É isso ai, meu leitor, não esquece de pedir a coisa certa ao Santo certo!!!
“Eu pedi numa oração
Ao querido São João,
Que me desse um matrimônio.
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!”
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